segunda-feira, 25 de março de 2013

Adolescente livre!


Adolescente livre!

Seu pai está muito chato pegando no seu pé por causa das suas notas? Sua mãe está insuportável por não permitir que você deixe seu quarto do jeito que você quer? Não aguenta mais ter que economizar nas mensagens de celular? Você não suporta mais ter que lavar a louça, arrumar sua cama, colocar sua roupa suja no cesto, ter que desligar o videogame porque eles acham que já está exagerando, ter que abaixar a música só porque eles acham que incomoda os vizinhos? Então livre-se deles! Arrume um emprego, alugue uma quitinete, pague seu próprio celular, pague a internet, a tevê a cabo, aluguel, comida, pague uma faxineira pra lavar sua roupa e a sua louça, e descubra, talvez tarde demais, que seu salário não vai dar nem pra metade disso, e que você vivia no paraíso e só reclamava. Então pare de ser chato, ajude sua mãe, estude pra valer, faça seu pai ter orgulho de você, desligue o videogame e vá fazer algo útil. No entanto, se você está fazendo tudo certo e seus pais estão orgulhosos de você, parabéns e siga em frente.  (Marcos Meier. Seus livos estão no site www.kapok.com.br)

quarta-feira, 6 de março de 2013

Marcos Meier e os livros digitais

Cada aluno aprende num ritmo com os livros digitais. Como lidar com isso? Se o tablet travar em sala de aula, o que fazer? O professor terá apoio para essa nova realidade? Essas e outras perguntas serão respondidas por Marcos Meier em sua coluna "A arte de educar" no jornal Bom dia Paraná da rede Globo. — em RPC TV

segunda-feira, 4 de março de 2013

(TDNH) Transtorno de Déficit de Natação e Hidrofobia.


(TDNH) Transtorno de Déficit de Natação e Hidrofobia.

Dona Marta acabou de receber uma notícia terrível sobre seu filho, o Augusto. Ele tem TDNH - Transtorno de Déficit de Natação e Hidrofobia. É sério. A escola percebeu que todas as crianças da idade dele já sabem nadar, mas o coitado do Augusto, não. Na verdade, ele não sabe nadar e morre de medo de água, tem hidrofobia. Não quer nunca mais entrar na piscina, pois quase se afogou na última tentativa.
Por amor ao menino, a escola chamou a família e solicitou que o Augusto passasse por uma avaliação psicológica, neurológica e de desenvolvimento motor. Dona Marta, muito disposta a ajudar seu fofucho, o levou para os especialistas sugeridos pela escola. Logo veio o laudo: TDNH. Os médicos lhe prescreveram um ansiolítico para tirar o medo e um relaxante muscular para que ele pudesse soltar mais os braços e as pernas quando fosse atirado na piscina.
- Medicação é tudo de bom, faz cada milagre, não é mesmo? - Disse a professora para a mamãe.
- Espero que isso resolva, pois não aguento ver o coitado do Augustinho ficar para trás na natação. Se todas as crianças já sabem nadar e ele não, deve haver um problema sério mesmo. Ainda bem que vocês me alertaram e agora a gente pode ajudá-lo. Foi bom. Obrigada professora!
- Não foi nada, dona Marta, só fizemos o nosso trabalho, estamos aqui para ajudar.
No dia seguinte, o professor de natação jogou o Augusto no meio da piscina, para desespero do menino. Ele se debateu loucamente até que o André, seu amiguinho, o salvou.
O professor, falando com a coordenadora, disse:
- Deu pra ver que esse menino é um TDNH mesmo. Ele tem muita dificuldade no aprendizado da natação, suas limitações são gritantes em comparação ao desempenho do restante da turma. Se não fosse o André, ele ia engolir muita água até sair da piscina.
Já fora da água, o André perguntou:
- Augusto, por que você tem que tomar remédio mesmo?
- É que eu tenho TDNH, eu não consigo nadar.
- Ah. Mas alguém já te ensinou a nadar?
- Não, nunca me ensinaram. Deve ser porque eu tenho essa doença.
- Hum, deve ser. Tomara que um dia você sare né?
- Tomara. Quando eu sarar vou aprender a nadar. Aí não vou mais precisar dos remédios. Vamos tomar banho? – E os dois foram ao vestiário trocar de roupa e se preparar para a próxima aula, sem perceber a injustiça que o mundo adulto está cometendo.
Você professor, está achando tudo um absurdo? É exatamente isso que acontece com milhares de crianças todo ano em nosso país e no mundo! São diagnosticadas como TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. No entanto são crianças ativas, que gostam de correr, brincar, pular e mexer em tudo.

Texto retirado da obra Mediação da Aprendizagem na Educação Especial dos autores Gislaine Budel e Marcos Meier. Editora IBPEX 2012. Disponível no site www.kapok.com.br

domingo, 3 de março de 2013

Igreja de um crente só.


Igreja de um crente só.

Tem muita gente por aí dizendo que é cristã, mas que segue o cristianismo de um jeito particular, só seu. Até aí, não vejo grandes problemas, pelo contrário, pois Deus não tira nossa personalidade para nos fazer de vacas presepiais retardadas seguidoras de inutilidades vivenciais, mas contradizer Jesus, é outra coisa.
Se o cara afirma ser cristão e diz que o muçulmano deve morrer, que o espírita é do diabo ou que os países que perseguem os cristãos deveriam sofrer enchentes, furacões ou terremotos, não entende o princípio básico do cristianismo: amar até mesmo o inimigo.
Se o sujeito diz para um crítico: “você vai morrer no inferno”, não entendeu nada sobre o perdão que o próprio Cristo ordena.
Se o cristão se deixa enganar por pastores corruptos que dizem “pague isso ou aquilo para entrar no céu”, não entendeu que a vida eterna é de graça, presente divino.
E por último: se alguém afirma ser cristão e julga as outras pessoas condenando-as por suas ideias ou comportamentos, nem menos leu o texto “não julgueis para não serdes julgados”. Afastar-se em silêncio, é também uma forma de julgar. Não querer nem conhecer uma pessoa que pensa diferente, também é.
Assim, é melhor aprender a amar, pois: “ame a teu próximo como a ti mesmo”  e “amai-vos uns aos outros, como eu vos amei” é toda a essência de quem devemos ser e de como devemos agir.
Portanto, se alguém diz ser cristão, tá na hora de por em prática pelos menos os princípios básicos do cristianismo, senão vai fazer parte de uma igreja que não é de nenhuma denominação, mas a sua própria. Uma igreja de um crente só.